Vamos tomar um café?

 

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Hoje podia ser mais um dia de domingo pacato em que o sol de Sevilha está lutando com a chuva para ver quem predomina.No entanto uma conversa me mostrou o que minha amiga Lucia Matos vem nos comentando desde que iniciamos nossa jornada na Espanha: não somos mais capaz de nos manter solidários. Essa solidariedade não diz respeito ao aspecto material de fazer minha parte ou ser um bom cidadão e de repente doar para o criança esperança,  para os médicos sem fronteira, lembrar que é dia das crianças, comprar alguns brinquedos e doar porque as crianças são ‘carentes’ (coloco entre aspas porque não acredito nesse conceito tal como esta dado) e pronto alma lavada. Me refiro ao rompimento de uma solidariedade que consiste em entender os contextos em que vivemos e a lógica de viver com o outro, que neste mundo atual se baseia apenas pela competitividade e individualismo.

Pois bem, eu fui criada em um contexto familiar em que minha vó era quem ditava as regras do jogo e isso fez toda diferença. O elemento central dessa criação era a possibilidade de que todos pudessem se desenvolver sem medo e com amor.

Eu sou gay!

Eu sou preta!

Eu sou mulher!

Eu sou gente!

Minha vó corresponde a minha coragem, eu fui ensinada a romper o silêncio, a desafiar a ordem.

Não é o fato de sermos pretos e pretas e gays que incomodam os demais, é porque ocupamos espaços que eles não ocupam. Essa opressão que sofremos diariamente nos permiti lidar com as diversidades e continuar mantendo nossa solidariedade, o que os afasta da cor de nossa bandeira são suas mentes coloniais.

O nosso corpo corresponde ao que somos a partir de quando nós queremos ser, são nossas escolhas, nossos afetos, nossa coragem. Romper essa ordem de que ter gay pega mal para uma empresa e ser preto é cool porque vamos assumir diversidade. Não somos um produto novo no mercado.

Queremos trabalhar pelo que idealizamos, quando e onde quisermos. E se existe alguém que é contra isso, eu estou disponível para um café a qualquer hora do dia.

 

Permita-se rir e conhecer outros corações. Aprenda a viver, aprenda a amar as pessoas com solidariedade, aprenda a fazer coisas boas, aprenda a ajudar os outros, aprenda a viver sua própria vida.
Mario Quintana

 

 

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Seminário na Universidad de Tubingen

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Eu e Matthias Gather estivemos no dia 4 de julho integrando o mês de seminários temáticos da Universidad de Tubingen. Com o tema HS SPORT, MIGRATION UND INTEGRATION. 

10 alunos que estão na fase final de suas graduações participaram da nossa roda de diálogo, que durou cerca de 2 horas.

 

Wichernschule – FELLBACH (7/07)

Fellbach é uma cidade conhecida pela vasta produção de vinho, localizada no sul da Alemanha na região de Baden-Württemberg. 

A oficina na escola Wichernscule foi para uma turma de crianças que possui desafios na aprendizagem (psicológicos, motores, cognitivos, familiares). Eu ainda estou em êxtase com o que aconteceu nessa escola, com a energia que emanava de cada criança. Assim que cheguei na sala de aula me deparei com um momento emocionante nesse processo de construção e intercâmbios de aprendizados s obre sujeitos que saíram da invisibilidade através do esporte: todos estavam lendo minha biografia de quando tinha apenas 17 anos, haviam mapas  pendurados em expositor desenhado por cada um deles, eles passaram os últimos dois dias estudando sobre o Brasil e eu fui recepcionada por uma enxurrada de lindas perguntas.

RATHENOW – um ponto de inflexão.

A escola Bruno H Burgel  fica na cidade de Rathenow na região de Brandenburg no oeste da Alemanha, que abrange também a famosa cidade de Berlin. 

O desafio era integrar jovens que buscaram refúgio na Alemanha advindos de países como Afeganistao, Somalia, Iraque com jovens alemãos. Tínhamos 4 horas de atividade dentro do Festival que acontecia na escola. Estavamos acompanhados das assistencias sociais que trabalham com esses jovens e com professores da escola. O que poddiamos esperar? Foi um momento de muitos aprendizados mútuos e sobretudo de quebra de paradgmas. É como diz Carl Rogers, por aprendizagem significativa, entendo , aquilo que provoca profunda modificação no indivíduo. Ela é penetrante, e não se limita a um aumento de conhecimento, mas abrange todas as parcelas de sua existência.

ERLANGEN – uma exposição sobre nós.

 

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Essa cidade faz parte da Bavaria e possui cerca de 108.336 habitantes;  fica no sul da Alemanha. Possui uma Brezn maravilhosa (pão) tiípico dessa regiao. 

A escola Eichendosffschule está preparando uma exposicao sobre como nós podemos nos conectar e aprender com as individualidades através do futebol de rua. É sobre tudo um diálogo sobre como trabalhar com nossas diversidades. Eu estive no dia 27 de junho para compartilhar de um divertido jogo com as crianças que fazem dessa exposiçao um verdadeiro trabalho coletivo.

Schwäbisch Gmünd

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No dia 21 de junho visitei uma escola na cidade de Schwäbisch Gmünd com Sebi (um jovem que trabalha no KICKFAIR). Todas as quartas – feiras no período de funcionamento das escolas ele e algum jovem líder local realizam oficina com um público específico sob o acompanhamento de uma assistente social. As crianças que participam desse momento sao hiper ativas e possuem problemas familiares que afetam o seu rendimento escolar. A forma de conseguir manter um diálogo ou equilibrar a balança é envolvê-las nas atividades e usar o esporte essa prática lúdica, que também é uma ferramenta de inserção social mais eficaz. 

Essa é uma cidade que fica no sul da Alemanha na regiao de  Baden-Württemberg, como ponto de referência dessa regiao temos a cidade  de Stuttgart

YOUTH LEADER CAMP – Adidas

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A cidade de Nürnberg fica no sul da alemanha, na grande e conhecida Bavaria, onde fica a sede do famoso time de futebol Bayer de Munchen. 

Do dia 11 ao dia 14 de junho o KICKFAIR em parceria com a ADIDAS realizaram o Youth Leader Camp na cidade de Nunberg. 

Cerca de 45 jovens lideres participaram desse momento. A ideia foi aproximar o conteúdo formativo que desenvolve o KICKFAIR nas escolas do conteúdo de trabalho da área social da Adidas. Dessa forma os jovens líderes puderam ensinar um pouco do que fazem e também aprender dos profissionais da adidas algumas outras metodologias.