UBUNTU – PONTES NECESSÁRIAS

“… Desmond Tutu contra o apartheid lá na África do Sul

Vem saudando Nelson Mandela, o Olodum…”

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Enquanto viajo para Brasília para mais uma reunião de trabalho vou ouvindo essa música na voz de Daniela Mercury e algumas lágrimas pululantes não consigo controlar com a lembrança da última confusão provocada por questões políticas, um pouco antes de minha viagem. De um lado eu e umas amigas da Universidade, estávamos dialogando sobre o Governo Dilma e, de outro, alguns jovens ricos nos ouviram e por não admitirem a mistura que acontece no Brasil na última década, decorrente das políticas dos Governos do PT decidiram aparentemente nos seguir. O resultado? Muita confusão de todos os lados.

O choro foi por isso? NÃO! Mas é pela triste realidade que permeia a nossa sociedade ainda preconceituosa e incapaz de perceber que um país, uma sociedade se humanizam mais na mesma proporção da inclusão de todos no seu cotidiano; com os direitos universais garantidos, sem exceção.

Uma palavra vem à minha mente: UBUNTU. Não é totalmente traduzível, mas expressa a consciência existente entre o indivíduo e a sua comunidade. O meu pensamento voa então para a África do Sul, em 2010, quando tive a oportunidade de conhecer o pensamento do grande líder espiritual, o arcebisbo anglicano Desmond Tutu, autor da Teologia Ubuntu. Para ele, a minha humanidade está intrinsecamente ligada à sua humanidade.

Aqueles foram dias mágicos! Tanto pelo fato de eu estar no continente de meus antepassados, quanto pela rapidez com que tudo acontecia em minha vida, como pela força que Desmond Tutu e Nelson Mandela tinham na condução dessa grande nação africana, o que era uma grande inspiração.

Antes de ir para a África do Sul eu estive por três meses na Alemanha. E foi lá que estudamos a filosofia UBUNTU, na organização Kickfair, pelo Programa ASA, enquanto se constituía a ideia de rede de aprendizagem global e nos preparávamos para os eventos que participaríamos durante a Copa daquele ano.

Foi tudo muito simbólico: primeiro eu estive em um país de brancos; depois em um país de negros e voltei para o meu país, que por mais que poucos queiram negar, é um país misturado, com maioria negra que cada vez mais se liberta, se prepara, se emancipa. Que continua chorando, porque todos os seres humanos choram. O choro faz parte dessa humanidade.

E neste momento, o que mais precisamos, todos nós (negros, brancos, índios…) brasileiros de todas as raças e etnias é entender que se queremos um país melhor, precisamos nos inter-relacionar com respeito. Construir nossa relação UBUNTU.

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